Faz sol, está calor.
Ele está sentado na calçada.
Ainda com casaco por causa do frio da
noite anterior.
Por medo, ele não tira.
É uma zona de conforto que
escolheu permanecer.
Tira seu sapato. Há, que
alívio, que sensação boa!
Pensativo. Preocupado. Não
sabe o que vai comer.
Não sabe onde irá dormir.
Mas esse último, é uma
preocupação para mais tarde.
Não aguenta mais as pessoas
perguntarem: "Você tem fogo?"
Raios! Qual o problema dessa
gente?!
O sol está se pondo. A sensação
de frio volta.
O corpo reagi. Tremendo para
se aquecer.
Como um sopro, mais um dia se
foi.
Nada interessante para
contar.
O interessante é sobreviver.
Todo a de pasar un día
Quizas no sea hoy, mañana o después
Pero, me pongo nervosio por piensar en ti
Y en mismo tiempo que creo conocerte
Tambien creo que no sé casi nada de ti
Como podrás? Como sucede esto?
Digame! Digame!
Es cierto que te entiendo
Es cierto que as veces quiero olvidar de todo esto
Y desaparecer
Sea por unos dias
O meses, quizas años demasiados para recuerdos
Recuerdos? Que recuerdos?
Solo pienso en quedarme contigo
Pero no sé
Tú lo piensas? Como? Cuando? Piensas como yo?
Estoy inseguro
Te necesito
No quiero olvidar, pero tengo miedo
Miedo que el miedo sea mayor que la fuerza
Tú me das
Me da fuerza, necesito esto
Piensalo bien, pues
En fin, no hay cambios
No hay regresos
No te puedes fugir
Quédate
(...)
— Vem cá, minha filha... senta-te aqui, entre teu pai e tua mâi.. assim., falávamos
justamente a teu respeito; tua mâi está preocupada com o teu estado de saúde. acha-te
pálida, mais magra, com olhos de choro.
Que te amofina ? dize; sabes que estamos prontos a fazer tudo pela tua felicidade, não quero
que nos ocultes os teus desgostos; persuade-te
de que os nossos conselhos só poderão servir
para desvanecer as tuas duvidas, se as tens, ou os
teus cuidados—e sê franca... não respondes?...
Bonito, agora choras! Mas por que choras, filhinha? Estarás porventura doente? Dóe-te alguma coiza?
— Não.
— Nesse cazo. quem te vir assim ha de
julgar que teu marido. Peor, agora soluças!, mas o teu marido parece um rapaz correto, um bom rapa?...
— Elle é bom...
— Se elle é assim não vejo motivo para chorares, nem para andares tão taciturna..
— Estou triste porque elle matou o lago..
não é por mais nada.
— O lago?... o teu cachorrinho? oh! mas
isso foi uma brutalidade sem nome.
Elles e Ellas, 1922
Júlia Lopes de Almeida